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Processo Criativo8 min de leitura

A matéria que toma forma: argila e autonomia

A experiência tátil de moldar a terra reflete nosso desejo psíquico de dar forma ao caos interno.

Mãos moldando argila em mesa de madeira

Poucos materiais dizem tanto sobre o processo analítico quanto a argila. Ela resiste, cede, guarda memória do gesto e devolve uma forma que já não é apenas nossa.

É nesse diálogo — entre o que projetamos e o que a matéria nos ensina — que a arteterapia junguiana encontra seu terreno mais fértil.

Cada peça modelada em sessão é uma pequena imagem do Self: imperfeita, viva, em constante negociação com o mundo.

— Emory Carla Figueiroa

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